do mal que não é banal
. esta frase do apocalipse, “ai dos que vivem na terra e no mar, porque o demónio desceu sobre vós, cheio de furor, sabendo que já tem pouco tempo”*, surge no capítulo em que é relatada a derrota do mal na batalha travada no céu. na sequência de tal derrota, o diabo precipitou-se, caiu perdido e, através da queda, arrastando consigo a perdição, domiciliou o mal no chão. o mais relevante na frase não é o alerta decorrente da queda do mal sobre a terra, da aproximação do mal dos mortais, é o aviso agravado em função da escassez de tempo do demónio caído. ou seja, a gravidade não é apenas o mal estar entre nós, é o mal estar entre nós condicionado pela escassez de tempo, porque o mal com pouco tempo é um mal superlativo, apenas com tempo para ser mal, em estado bruto e torrencial, sem oportunidade para ponderação e ser mal melhor.

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* apocalipse, capítulo doze, versículo doze.

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