Outubro 20, 2017

z de zombie, i. se viver merece alguma definição, talvez se justifique propor uma próxima da superação, “fugir à mediocridade da autobiografia”, como escreveu maria gabriela llansol (in onde vais, drama-poesia?, lisboa, relógio d’água editores, 2000, p. 18).
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Novembro 20, 2014

meditatio mortis, v. outra vez, dita. é a morte que vale a morte, pois só a morte pode valer a morte.

Dezembro 24, 2013

meditatio mortis, iv. a capacidade de olhar a morte, de vê-la em quem ela há-de chegar – por exemplo, numa mãe que dorme e não irá acordar -, é ainda e enquanto for um dos nomes da sobrevivência, espécie de isenção que, no momento em que se sente e quando se recorda – por exemplo, numa noite de natal -, não consegue evitar-se como acusação e culpa.

Novembro 20, 2013

meditatio mortis, iii. a morte é a confirmação da impossibilidade de sair-se para o exterior do tempo. a vida além da morte, ser-se morto-vivo, é a continuação dessa impossibilidade ou o regresso a ela para a fazer e para a demonstrar.

Novembro 17, 2013

meditatio mortis, ii. a morte deixou de ser soberana. tornou-se repetida, mais lenta, mortes.

Outubro 3, 2013

meditatio mortis, i. tão pouco definida quão definível, a morte é o que, quando nada mais, vem. vem outra vez.

Fevereiro 7, 2013

das grandezas muito grandes, ii
. considerando a dimensão menor da humanidade, o ciclo vital de cada pessoa, ano-luz é medida de distância, não é medida de demora.